Artigos de Lúcio Packter

título - Para quando você for à Grécia


artigo publicado na edição 34 da revista Filosofia, da Editora Escala.

    

Uma bordadeira, em uma cadeira à porta da casa, pregando aqueles motivos ornamentados em um tecido; as rendeiras trabalhando em alfaias, malhas abertas, paramentos, sem pressa; as pequenas oficinas onde podemos acompanhar o serviço dos oleiros. O artesanato grego é rico e diversificado.

Que tal retornar ao Brasil calçando uma sandália de couro trabalhada à mão? Trazer uma tigela de oliveira, uma pequena peça minóica em ouro, um tapete com lã de carneiro, pequenos potes rústicos, algo de cerâmica, as possibilidades para se adquirir partes do artesanato são grandes. Utensílios como talheres de madeira esculpidos à mão ou uma cafeteira de cobre são fáceis de acomodar na bagagem.

Os preços variam muito, especialmente se o viajante preferir comprar em lojas. Sugiro uma olhada no artesanato formiga que pulula nas casas, direto com o artesão, com quem é possível adquirir mais barato e ainda fazer amizade.

O artesanato doméstico é curioso e abrange desde cordões até objetos de médio porte, caros. Pesquisar, divertir-se olhando, tocando, conversando sobre como são feitas as peças, isso é às vezes mais interessante do que propriamente adquirir. Ver aqueles cerâmicos não vitrificados e guardar as formas, a consistência, na memória pode ser mais interessante do que trazer em uma embalagem grande, cheio de cuidados, tirar do contexto na Grécia, e depois não ter um lugar onde colocar em casa; às vezes o cerâmico acaba na prateleira de ferramentas apagando a linda lembrança que havia quando você o comprou na Grécia. Certas coisas ficam melhor onde originalmente estão.

 

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